quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Comentário do Evangelho


A luz cumpre a sua função quando ela ilumina

É em relação à parábola precedente que o nosso texto deve ser compreendido. “Tua Palavra é lâmpada para os meus passos, luz para o meu caminho”, diz o salmista (Sl 119[118],105). A Palavra de Deus é como a lâmpada. 

A luz cumpre a sua função quando ela ilumina, quando faz ver na escuridão. Mas o Novo Testamento diz que a pessoa também pode ser como a luz. É o caso de João Batista (cf. Jo 5,35). Jesus é a “luz dos homens” (cf. Jo 1,15ss; 8,12); a comunidade cristã é luz: “vós sois a luz do mundo…” (Mt 5,14-16). Ora, a luz simboliza a pessoa, iluminada pela fé, e a sua doutrina, a sua palavra. É de si mesmo que Jesus fala quando diz que uma lâmpada não pode ficar escondida. 

O que ele é se manifesta em seus gestos e palavras, e em tudo o que ele faz, se manifesta o Reino de Deus. A chamada de atenção dos vv. 24 e 25 é um apelo à compreensão profunda da palavra que o Senhor anuncia para não se fazer um juízo equivocado, nem se permanecer no erro. O que é dado por Deus através do ensinamento de Jesus é para produzir bons frutos.

Carlos Alberto Contieri, sj

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Comentário do Evangelho
Marcos 4,1-20
O semeador saiu a semear.


(Cfr. Ioannis Pauli PP. II Epistula Apostolica ad iuvenes Internationali vertente Anno Iuventuti dicato, 3, die 31 mar. 1985: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, VIII, 1 (1985) 803ss). - Fonte: Vatican.va

            Cristo compara sua palavra viva, o ideal divino que oferece aos homens, a uma semente, que Ele próprio, passando junto de cada um, vai semeando nos corações (Cfr. Mt 13, 4 ss). Esta semente tem poder para transformar o campo da vida, o campo do mundo, numa colheita exuberante de frutos. Nesta semente se contém o germe de todas as realizações verdadeiras, de todos os sonhos de grandeza, de bondade e de bem.

         Mas a semente da palavra de Cristo crescerá, até seu pleno desenvolvimento, se, como diz Jesus, encontrar “boa terra”, isto é, o solo acolhedor de um coração generoso e bom (Cfr. Lc 8, 15).

             A semente da palavra de Deus tem certamente uma ilimitada potencialidade de frutos. Mas pode ser rejeitada, pode ser abafada, pode murchar.
 Que poderia fazer fracassar em vocês grandes ideais de Cristo? Jesus nos dá a resposta, luminosa e clara, como são todos os seus ensinamentos.

             Em primeiro lugar, poderia frustrar esses ideais o desinteresse, que procede da ignorância, da indiferença ou do ceticismo, e relega a palavra de Cristo à margem da vida, “à beira do caminho” (cfr. Mt 13, 19). Em face de um mundo que, em muitos ambientes, parece tornar-se opaco à luz divina e se empenha em marginalizar a Deus, em face de um mundo que, às vezes, parece querer expulsar Deus, como um estranho, da vida individual, familiar, e coletiva, vocês saberão reagir e dizer, ardentemente, como Pedro a Jesus: “Tu tens palavras de vida eterna, e nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus” (Jo 6, 68). Vocês deixarão que a fé e o amor de Cristo lancem raízes profundas em seus corações.

Em segundo lugar, a semente da palavra de Deus pode ser abafada pela religiosidade superficial, sentimental e inconstante. A parábola fala do coração semelhante a um solo pedregoso, coberto apenas por uma leve camada de terra.   Recebe a semente com alegria, mas não tem profundidade, “é inconstante”. E, quando se ergue o sol causticante das dificuldades, a semente perece queimada (Mt 13, 20-21).


         Por último, Cristo fala de espinhos que sufocam a semente (Cfr. Mt 13, 7). Quais são esses espinhos? “Os cuidados do mundo, diz Jesus, e a sedução das riquezas” (Cfr. Mt 13, 22). Nosso Senhor alerta para o desfecho estéril daquelas vidas que colocam sua realização na satisfação mesquinha de desfrutar, de “ter”, e não no esforço de “ser”.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Santa Catarina de Bolonha: corpo incorrupto no altar

Ela morreu há mais de 5 séculos, entretanto seu cadáver conserva-se absolutamente intacto até hoje numa igreja em Bolonha, na Itália.

Durante a II Guerra Mundial, por causa do perigo de bombardeios, o corpo da santa foi transportado para um porão da igreja; e ali, devido à umidade, a cor dele mudou, adquiriu tonalidade verde-azeitona. Entretanto, a carnatura está perfeita.

A fisionomia da santa é distendida. Apesar de estar com olhos fechados, a fisionomia tem muita expressão. O mais expressivo manifesta-se nos lábios: longos, finos e cerrados, externando um meio sorriso que é, ao mesmo tempo, de afabilidade e acolhida.

Um sorriso de quem, com muita suavidade, mas muito de cima e com enorme transcendência, sorri com desdém para as coisas desta vida. Como quem diz:

"Olhe, tudo isso não é nada, tudo passa, não tem importância.

"As coisas terrenas passam, só a eternidade fica.

"Eu passei por tudo, sofri todas as dores, tive todas as provações.

"Agora sorrio para tudo isso.

"Porque aquilo que foram mares encapelados, precipícios temíveis, montanhas inescaláveis, tudo isso ficou para trás.

"Percebo hoje que tudo que passou foi nada. A vida não é nada, só a eternidade é séria."

Nela se vê ao mesmo tempo a bondade, mas também lucidez, ordem, estabilidade e decisão extraordinária. Eis a santa que vi em carne e osso!

Hoje se fala tanto de experiência, e esta foi para mim uma experiência raríssima. Só não compreendo por que tantas pessoas não se dispõem a ver esta santa em Bolonha.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Homilia do papa Francisco: os cristãos devem construir pontes, não muros
Nesta sexta-feira, o Santo Padre convidou a dialogar com humildade e sem ressentimentos

ROMA, 24 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Não é fácil construir o diálogo com os outros, especialmente se o ressentimento nos separa deles. Mas o cristão procura sempre o caminho da escuta e da reconciliação, com humildade, porque é isso o que Jesus ensinou. Este foi o tema que o Santo Padre abordou na homilia desta manhã na Casa Santa Marta.

“Eu quebro, mas não me dobro”, afirma uma certa máxima popular. 
“Eu me dobro para não quebrar”, sugere a sabedoria cristã. 

Dois modos de entender a vida: o primeiro, duro, facilmente destinado a construir muros de incomunicação entre as pessoas até degenerar em ódio; o segundo, voltado a criar pontes de compreensão, mesmo depois de brigas. Mas, adverte o papa, desde que se pratique a humildade. No centro da reflexão do Santo Padre, estava o encontro entre o rei Saul e Davi.  Davi tem a chance de matar Saul, mas escolhe "outro caminho: o caminho da aproximação, de esclarecer a situação, de explicar. O caminho do diálogo para fazer a paz".

"Para dialogar, é necessária a mansidão. Sem gritar. E é necessário também pensar que a outra pessoa tem algo a mais do que eu, e Davi pensava: 'Ele é o ungido do Senhor, é mais importante do que eu'. A humildade, a mansidão... Para dialogar, é necessário fazer o que pedimos hoje na oração, no início da missa: fazer-se tudo para todos. Humildade, mansidão, fazer-se tudo para todos. Mas todos sabem que para fazer isso é necessário aguentar muito. E temos que fazer isso, porque a paz é feita assim: com a humildade, com a humilhação, procurando sempre ver no outro a imagem de Deus".

O Santo Padre reconhece que "dialogar é difícil". Mas deixar crescer no coração o ressentimento é pior: ficaríamos "isolados no caldo amargo do nosso ressentimento". Tomando Davi como exemplo, porém, o cristão vence o ódio com um ato de humildade.

“Humilhar-se, construir uma ponte, sempre. Sempre. Isso é ser cristão. Não é fácil. Não é fácil. Jesus fez isso: Ele se humilhou até o final, nos mostrou o caminho. E é necessário que não passe muito tempo: quanto antes, depois da tempestade, se aproximar para dialogar, porque o tempo faz o muro crescer, assim como faz crescer também a erva daninha que impede o crescimento da semente. E, quando os muros crescem, é muito difícil a reconciliação: é muito difícil!".

Francisco reafirmou que não é um enorme problema se "de vez em quando os pratos voam", "na família, nas comunidades, nos bairros". O importante é "buscar a paz o antes possível", com uma palavra, com um gesto, com uma ponte em vez de um muro: porque "existe a possibilidade, também no nosso coração, de se transformar numa Berlim com um Muro entre nós e os outros".

Para terminar, o papa afirmou: "Eu tenho medo desses muros, que crescem todo dia e favorecem os ressentimentos. E o ódio. Pensemos naquele jovem Davi: ele podia se vingar perfeitamente, eliminar o rei, mas escolheu o caminho do diálogo, com a humildade, a mansidão, a doçura. Hoje, podemos pedir a São Francisco de Sales, doutor da doçura, a graça de todos nós fazermos pontes com os outros, nunca muros".

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


ESPIRITUALIDADE CRISTÃ


A espiritualidade cristã consiste "no modo de viver característico de um cristão que trata de conseguir sua perfeição sobrenatural. O programa fundamental desta espiritualidade cristã consiste em chegar à plena configuração com Cristo - na medida e graça predestinadas a cada um - para o louvor da glória da Trindade beatíssima" (Marin, Royo, "Espiritualidad de los seglares", BAC, Madrid, 1967, pg.3).

Todos somos chamados à santidade, ou seja, à perfeição na caridade, no amor a Deus, ao próximo, ao mundo e a nós mesmos. A santidade cristã não é um ideal para alguns privilegiados. Deus nos quer santos a todos.

Que o Espírito Santo o(a) ajude a fazer este caminho.
Vale a pena!

"Tens obrigação de santificar-te. - Tu também. - Alguém pensa, por acaso, que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos?

A todos, sem exceção, disse o Senhor: 'Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito'. (São Josemaría Escrivá, "Caminho", 291).

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014


Maria, modelo da Igreja servidora
Que uma Igreja servidora dos homens seja alma de um país melhor.
       
  Maria quer nos recordar que o amor é o mais profundo e significativo sentimento, e que ele se expressa no serviço. Assim, mostra-nos, com seus exemplos, que a Igreja é e quer ser a servidora dos homens.

         É fácil, falar de amor e caridade, mas muito difícil vivê-los, porque amar significa servir e servir exige renunciar a si mesmo. Se não fosse assim, estaríamos no paraíso, já que todos os homens e todos os cristãos estão de acordo em cantar as belezas do amor. Entretanto, continua havendo guerras, injustiças sociais, perseguições políticas no mundo. Isso acontece, porque amar e servir custam. O pecado original nos inclina a buscar sempre o próprio interesse, a querer dominar e estar no centro.


         Mas o que é servir? Jesus mesmo explica: servir é dar sua vida pelos outros, é entregar-se aos demais. Servir é dar-se de si mesmo, entregando ao outro a nossa preocupação, nosso tempo e nosso amor.


         Serve a mulher que passa, até tarde, a camisa que seu marido necessita ou que passa a noite junto ao filho enfermo. Serve quem desliga a televisão, durante a novela, para receber o vizinho e escutar seus problemas. Serve quem renuncia algumas horas de descanso para passear com seus filhos, para participar de uma reunião de trabalho.


         A Igreja Servidora, A Igreja do Concílio se proclamou servidora do mundo e dos homens. Por isso, escolheu Maria como modelo desta atitude.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014



Ef 4,29-32 
"Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem. Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. 


Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo". 

É só obedecermos!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


Evangelho

Marcos 1,40-45
Eu quero, sê curado.

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens, o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!”
45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.


É comovente contemplar a sensibilidade de Jesus, em relação aos sofredores. Tem-se a impressão de que, quanto maior o sofrimento humano, tanto maior sua capacidade de comover-se. Nestas horas, a misericórdia falava mais alto.O encontro com o leproso tocou, fundo, no coração de Jesus. Imaginemos aquele homem deformado e repelente, lançando-se aos pés do Mestre, em cujas mãos colocava a própria cura: "Se queres, tu tens o poder de curar-me!"

A reação natural seria a de censurá-lo, e ordenar que se afastasse, pois os leprosos não podiam conviver com as pessoas sadias. Outra reação seria a de afastar-se sem demora, para evitar o risco de contágio e o da impureza adquirida pelo simples contato com o doente.Tudo se passa de forma diferente com Jesus. 

A presença daquele homem sofredor move-o à compaixão. Daí o gesto inesperado: Jesus toca o leproso. Sem dúvida, houve quem se escandalizasse e passasse a considerá-lo como impuro, como faziam com quem entrava em contato com os portadores da lepra. Este tipo de tradição não tinha nenhum valor para Jesus. Seu único desejo era ver aquele infeliz livre de sua doença. E o cura! 

A reação do ex-leproso é compreensível. Apesar da advertência de Jesus, saiu gritando o que lhe acontecera. A compaixão do Senhor deixou-o maravilhado.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo
(Livr.4,6,3.5.7:SCh100,442.446.448-454)                (Séc.I)

A manifestação do Filho é o conhecimento do Pai 

Ninguém pode conhecer o Pai sem o Verbo de Deus, isto é, sem o Filho que o revela. Também não se conhece o Filho sem a vontade do Pai. O Filho faz a vontade do Pai, pois o Pai o envia. O Filho é enviado e vem a nós. Assim o Pai, que é para nós invisível e incognoscível, torna-se conhecido por seu próprio Verbo. Ora, só o Pai conhece seu Verbo, como o manifestou o Senhor. Por isto o Filho nos leva ao conhecimento do Pai mediante a sua própria encarnação. Com efeito, a manifestação do Filho é o conhecimento do Pai. Na verdade, tudo nos é revelado pelo Verbo.
O Pai revelou o Filho para se dar a conhecer a todos por meio dele. Mais ainda: a fim de acolher, em toda justiça, para a ressurreição eterna, os que nele creem. Crer nele é viver segundo sua vontade.
De fato, o Verbo já revela o Deus criador pela própria criação; pelo mundo, o Senhor que o construiu; pela criatura plasmada, o artífice que a plasmou; e pelo Filho, o Pai que o gerou. Destas coisas todos falam do mesmo modo, mas não creem todos do mesmo modo. Pela lei e os profetas, o Verbo, igualmente, anunciava-se a si e ao Pai. Todo o povo do mesmo modo o ouviu, mas não creram todos do mesmo modo. Pelo Verbo, tornado visível e palpável, o Pai se revelou, embora nem todos cressem nele do mesmo modo. Todos, porém, viram o Pai no Filho. A realidade invisível que se manifestava no Filho era o Pai, e a realidade visível na qual o Pai se revelou era o Filho.
O Filho tudo perfaz do princípio ao fim para o Pai, e sem ele ninguém pode conhecer a Deus. O conhecimento do Pai é o Filho. O conhecimento do Filho pertence ao Pai e é revelado pelo Filho. Por este motivo, o Senhor dizia: Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai; nem o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho revelar. Revelar não se refere apenas ao futuro como se o Verbo só tivesse começado a revelar o Pai quando nasceu de Maria. De fato, o Verbo se encontra universalmente e em todo o tempo. No início, sendo o Filho presente à sua criatura, ele revela o Pai a todos a quem o Pai quer, quando quer e como quer. Em tudo e por tudo, há um só Deus, o Pai, e um só Verbo, o Filho, e um só Espírito e uma única salvação para todos os que nele creem.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Do Livro do Eclesiástico 11,12-30

Confiar somente em Deus

12Há homens fracos que precisam de ajuda, carentes de bens e ricos de miséria,
13mas o Senhor os observa com benevolência e os reergue de sua humilhação.
Ele levanta a sua cabeça e muitos se admiram disso.
14Bem e mal, vida e morte, pobreza e riqueza, tudo vem do Senhor.
15A sabedoria, a ciência e o conhecimento da lei vêm do Senhor; vêm dele a caridade e a prática das boas obras.
6O ero e as trevas são criados para os pecadores; os que se comprazem no mal, no mal envelhecem.
17O dom de Deus permanece com os justos e a sua benevolência terá sempre sucesso.
18Há quem se enriquece por avareza, mas esta será a recompensa 19daquele que disser: “Agora poso descansar, agora vou comer dos meus bens”; 20não sabe quando virá aquele dia, em que a morte se aproximar, e deixará tudo a outros, e morrerá.
21Permanece firme na tua tarefa, ocupa-te bem dela e envelhece na tua profissão.
22Não admires a conduta dos pecadores, mas confia em Deus e permanece no teu trabalho.
23Pois é fácil aos olhos de Deus enriquecer um pobre, num instante.
24A bênção de Deus é a recompensa do justo, num instante faz aparecer o seu sucesso.
25Não digas: “De que coisa tenho necessidade?
De agora em diante que é que ainda me falta?”
26Não digas: “Tenho de tudo o bastante, de agora em diante que desgraça me poderá atingir?”
27No dia feliz não te esqueças dos males, e no dia infeliz não te esqueças do bem;
28pois é fácil para Deus, no dia da morte, retribuir a cada um segundo os seus atos.
29O tempo de desventura faz esquecer as delícias, e é na sua última hora que as obras de um homem são reveladas.
30Antes da morte não louves homem algum, pois no seu fim é que se conhece o homem.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Papa em Sta. Marta: recitar o Credo com o coração e não como papagaios
Francisco recorda que a fé exige duas atitudes: confessar Deus e confiar em Deus

O centro da homilia foi a primeira carta de São João, em que o apóstolo insiste sobre a palavra que, para ele, é a expressão da vida cristã: “permanecer no Senhor”, para amar a Deus e o próximo. Este “permanecer no amor” de Deus é obra do Espirito Santo e da nossa fé, e produz um efeito concreto. Francisco afirmou que “quem permanece em Deus, quem foi gerado por Deus, que permanece no amor, vence o mundo e a vitória é a nossa fé. Da nossa parte é a fé. Da parte de Deus, o Espirito Santo, que realiza esta obra da graça. É forte! Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé! Nossa fé pode tudo! É a vitória! E seria bom se repetíssemos, a nós mesmos, porque muitas vezes somos cristãos derrotados. A Igreja está cheia de cristãos derrotados, que não acreditam nisto: que a fé é vitória; que não vivem esta fé. Se não vivem essa fé,existea derrota, e vence o mundo, o príncipe do mundo”.

O Papa recordou que Jesus louvou muito a fé da hemorroíssa, da cananeia e do cego e dizia que quem tema fé do tamanho de um grão de mostarda pode mover montanhas. “Esta fé exige duas atitudes: confessar e confiar. Sobretudo, confessar” – destacou o Santo Padre.

A fé significa confessar Deus, mas o Deus que se revelou a nós, desde os tempos dos nossos pais até hoje; o Deus da história.É isto que recitamos todos os dias no Credo. Uma coisa é recitar o Credo do coração e outra coisa como papagaios, não é? Creio, creio em Deus, creio em Jesus Cristo, creio ...Eu creio no que digo? Esta confissão de fé é verdadeira ou eu digo decorado,porque se deve dizer? Ou creio parcialmente? Confessar a fé! Inteira, não apenas uma parte! E devemos custodiar esta fé, como chegou a nós através da tradição: toda a fé! E como posso saber se confesso bem a fé? Através de um sinal: quem confessa bem a fé, toda a fé, tem a capacidade de adorar, adorar a Deus”.

O Papa continuou destacando que “nós sabemos como pedir a Deus, como agradecer a Deus, mas adorar a Deus, louvar a Deus, é algo mais! Somente quem tem esta fé forte é capaz de adoração”.
O Santo Padre acrescentou: “Eu me atrevo a dizer que o termômetro da vida da Igreja está um pouco baixo nesse sentido: há poucos com capacidade de adoração, “não temos muito, alguns sim...” E isso acontece porque “na confissão da fé não estamos convencidos, ou estamos convencidos parcialmente”. Por isso- explicou o Papa- a primeira atitude é confessar a fé e guardá-la. A segunda é “confiar”.

Deste modo, concluiu o Santo Padre: “o homem ou a mulher que tem fé, confia em Deus: se entrega! Paulo, num momento escuro de sua vida, dizia: 'Eu sei bem em quem tenho acreditado'. Em Deus! Em Jesus Cristo! Confiar: isso nos leva a esperança. Assim como a confissão da fé nos leva à adoração e ao louvor a Deus, confiar em Deus nos leva a uma atitude de esperança. Existem muitos cristãos com uma esperança aguada, pouco forte: uma esperança fraca. Por quê? Porque não têm a força e a coragem de confiar no Senhor. Mas se nós cristãos cremos confessando a fé, e também a guardamos, custodiando-a, e confiando em Deus, no Senhor, seremos cristãos vencedores. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé!”

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pouco a pouco, vamos mudando.


Pouco a pouco a gente vai aprendendo a tornar as coisas muito mais fáceis, a complicar menos a vida, e deixá-la muito mais atrativa. Não é pela idade que tudo se torna mais colorido ou menos difícil; é pela nossa técnica em administrar tudo ao nosso redor. É através do nosso cuidado, da nossa calma em resolver todos os assuntos pendentes, todas aquelas questões chatas do dia a dia, que conseguimos chegar com muito mais vitalidade onde a gente quer.

O segredo está em equilibrar nossos sentimentos.
Está em harmonizar nossas emoções e a nossa razão, nossas sensações em cada ocasião. Está em nos deixarmos envolver pelo mais singelo sorriso ao final de um dia cansativo, ou em abraçarmos fielmente as causas mais dolorosas dos corações alheios.

O segredo para deixar o dia mais leve parte de dentro da gente, do mais íntimo dos nossos sonhos, da palavra verdadeira: desde o desejo de bom dia, ao desejo de boa noite. Desde o primeiro 'Olá' até o último até breve. Desde quando entendemos que somos responsáveis pelas mudanças que queremos ver.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"O AMOR CRISTÃO É GENEROSO E CONCRETO. NÃO É O AMOR DAS NOVELAS". 

A HOMILIA NA CASA SANTA MARTA!

O amor cristão sempre tem a característica de ser “concreto”. Portanto, é um amor que “está mais nas obras do que nas palavras”, está “mais no dar do que no receber”. Foi o que reafirmou esta manhã o Papa Francisco na homilia presidida na Casa Santa Marta.

O Pontífice se inspirou nas palavras da primeira Carta de João, em que o Apóstolo repete: “Aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus permanece nele. Nisto consiste a perfeição do amor em nós”. A experiência da fé, observou o Papa, consiste justamente nesta “dupla permanência”:

Nós em Deus e Deus em nós: esta é a vida cristã. Não permanecer no espírito do mundo, na superficialidade, na idolatria, na vaidade. Mas permanecer no Senhor. E Ele retribui isso: Ele permanece em nós. Mas, antes, permanece Ele em nós. Muitas vezes o expulsamos e não podemos permanecer Nele. É o Espírito quem permanece.

Ao esclarecer a dinâmica do espírito que move o amor cristão, Francisco examinou a carne. “Permanecer no amor” de Deus, afirmou, não é só um êxtase do coração, algo bom de se sentir:

Cuidado, pois o amor de que fala João não é o amor das novelas! Não, é outra coisa. O amor cristão tem sempre uma qualidade: a concretude. O amor cristão é concreto. O próprio Jesus, quando fala do amor, nos fala de coisas concretas: dar de comer aos famintos, visitar os doentes e tantas coisas concretas. O amor é concreto. E quando não há esta concretude, se pode viver um Cristianismo de ilusões, porque não se entende bem onde está o centro da mensagem de Jesus. E esse amor não chega a ser concreto: é um amor de ilusões, como as ilusões que tinham os discípulos quando, olhando Jesus, pensavam que fosse um fantasma.

No episódio do Evangelho de hoje, o “fantasma” é aquele para o qual os discípulos olham maravilhados, caminhando sobre o mar. Mas o estupor deles nasce da dureza de coração, porque “não tinham compreendido” a multiplicação dos pães ocorrida pouco antes. “Se você tem o coração endurecido – comentou o Papa Francisco – não pode amar. E a concretude do amor se fundamenta sobre dois critérios:

Primeiro critério: amar com as obras, não com as palavras. As palavras são levadas pelo vento! Hoje são, amanhã não são. O segundo critério de concretude é: no amor, é mais importante dar do que receber. Quem ama, doa... Doa coisas, doa a vida, doa si mesmo a Deus e aos outros. Ao invés, quem não ama, quem é egoísta, sempre busca receber, sempre busca ter coisas, vantagens. Permanecer com o coração aberto, não como o dos discípulos, que era fechado, que não entendiam nada: permanecer em Deus e Deus permanece em nós; permanecer no amor.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014



De São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
1º Sermão para a Epifania

«Foi ter com eles de madrugada»


         Eis que se manifesta «a bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os homens» (Tt 3,4). Demos graças a Deus que nos dá a sua consolação em abundância neste nosso estado de peregrinos, neste exílio, nesta miséria aqui na terra. […] Antes de surgir a sua humanidade, a sua bondade também estava escondida. Claro que já existia anteriormente, porque «o amor do Senhor é eterno» (Sl 103, 17). Mas como poderíamos nós saber que era tão grande? Ela era objeto de uma promessa e não duma experiência. Eis a razão por que muitos não acreditavam. […]

         Mas agora os homens podem acreditar no que veem, pois «é digna de fé esta palavra»; e, para que não fique oculta a ninguém, «Deus fez, lá no alto, uma tenda para o Sol» (Sl 93,5; 19,5). Eis que a paz já não é prometida, mas enviada, já não é adiada para mais tarde, mas dada, já não é profetizada, mas proposta. Eis que Deus enviou à terra o tesouro da sua misericórdia, esse tesouro que haveria de ser aberto pela Paixão, para espalhar o preço da nossa Salvação que nele estava escondido. […] Pois, embora nos tenha sido dado apenas um Menino (cf Is 9,5), «é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade» (Col 2,9). Na plenitude dos tempos, Ele veio na carne para ser visível aos nossos olhos de carne e para que, vendo a sua humanidade, a sua benevolência, reconhecêssemos a sua bondade. […] Haverá coisa que prove melhor a sua misericórdia, do que ver que Ele tomou a nossa miséria? «Senhor, que é o homem para cuidardes dele e o filho do homem para dele vos ocupardes? » (Sl 144,3; Jó 7,17). 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014


Comentário do Evangelho
A compaixão de Jesus

Jesus envia, pela primeira vez, os Doze que ele havia escolhido, dois a dois, em missão. No regresso deles, Jesus os convida a um lugar à parte para descansarem, pois é grande o número de pessoas que acorrem a eles. Tentativa frustrada, pois a multidão não se furta à ânsia de estar com o Senhor. 


Esse é o quadro introdutório do episódio dos pães. A compaixão de Jesus pela multidão desencadeia uma dupla ação em favor do povo que busca o Senhor: ensina e alimenta. 

A compaixão não se confunde com o sentimento de pena; ela é o movimento interno, provocado pela ação do Espírito, que permite a alguém ver e socorrer o outro em suas necessidades. É assim que Deus olha o seu povo em suas aflições. O desamparo da multidão, como ovelhas sem pastor, unida à ordem de se assentarem na “relva verde”, evoca o Sl 23(22). 

O texto tem a clara intenção de apresentar Jesus como Pastor prometido para Israel, cuja palavra e vida são o verdadeiro sustento espiritual do povo que ele mesmo reúne.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

As palavras do Papa Francisco pronunciadas antes de rezar o Angelus

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

A liturgia deste domingo nos propõe, no Prólogo do Evangelho de São João, o significado mais profundo do Natal de Jesus. Ele é a Palavra de Deus que se fez homem e colocou a sua “tenda”, a sua morada entre os homens. Escreve o evangelista: “O Verbo se fez carne e habitou
entre nós” (Jo 1, 14).

Nestas palavras que não cessam nunca de nos maravilhar, há todo o Cristianismo! Deus se fez mortal, frágil como nós, partilhou a nossa condição humana, exceto o pecado, mas tomou sobre si os nossos, como se fossem Dele. Entrou na nossa história, tornou-se plenamente Deus conosco! O nascimento de Jesus, então, nos mostra que Deus quis unir-se a cada homem e a cada mulher, a cada um de nós, para nos comunicar a sua vida e a sua alegria.

Assim, Deus é Deus conosco, Deus nos chama, Deus que caminha conosco. Esta é a mensagem de Natal: o Verbo se fez carne. Assim, o Natal nos revela o amor imenso de Deus pela humanidade. Daqui deriva também o entusiasmo, a esperança de nós cristãos, que na nossa pobreza sabemos ser amados, ser visitados, ser acompanhados por Deus; e olhamos ao mundo e à nossa história como o lugar em que caminhar junto com Ele e uns com os outros, rumo a céus novos e à terra nova. Com o nascimento de Jesus nasceu uma promessa nova, nasceu um mundo novo, mas também um mundo que pode ser sempre renovado. Deus está sempre presente para suscitar homens novos, para purificar o mundo do pecado que o envelhece, do pecado que o corrompe. 

Por mais que a história humana e aquela pessoal de cada um de nós possa ser marcada por dificuldades e fraquezas, a fé na Encarnação nos diz que Deus é solidário com o homem e com a sua história. Essa proximidade de Deus ao homem, a cada homem, a cada um de nós, é um dom que não se acaba nunca! Ele está conosco! Ele é Deus conosco! E esta proximidade não acaba nunca. Eis o alegre anúncio do Natal: a luz divina, que inundou os corações da Virgem Maria e de São José, e guiou os passos dos pastores e dos magos, brilha também hoje para nós.

No mistério da Encarnação do Filho de Deus há também um aspecto ligado à liberdade humana, à liberdade de cada um de nós. De fato, o Verbo de Deus coloca a sua tenda entre nós, pecadores e necessitados de misericórdia. E todos nós devemos nos apressar para receber a graça que Ele nos oferece. Em vez disso, continua o Evangelho de São João, “os seus não o acolheram” (v. 11). Também nós, tantas vezes, O rejeitamos, preferimos permanecer no fechamento dos nossos erros e na angústia dos nossos pecados. Mas Jesus não desiste e não deixa de oferecer a si mesmo e a sua graça que nos salva! Jesus é paciente, Jesus sabe esperar, espera-nos sempre. Esta é a sua mensagem de esperança, uma mensagem de salvação, antiga e sempre nova. 

E nós somos chamados a testemunhar com alegria esta mensagem do Evangelho da vida, do Evangelho da luz, da esperança e do amor. Porque a mensagem de Jesus é esta: vida, luz, esperança, amor.
Maria, Mãe de Deus e nossa amorosa Mãe, apoie-nos sempre, para que permaneçamos fiéis à vocação cristã e possamos realizar os desejos de justiça e de paz que trazemos em nós no início deste novo ano.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Saudade

Quando a gente menos espera, lá está ela, a dona da verdade, aquele sentimento que corrompe até os corações mais felizes, até mesmo os corações enamorados. Quando a gente menos espera, ela está lá, nos fazendo a companhia que a ausência já tomou de conta, nos conduzindo pela caminhada das lembranças, das recordações. Nos levando a uma busca incansável pelo que foi perdido há tanto tempo; nos levando pela caminhada sem fim pelo vale das lembranças jamais esquecidas.

Quando a gente menos espera, é surpreendido. É arremessado de volta ao passado, à memória. Somos tirados daqui, nesse instante, e levados a admirar, imóveis, as belezas que já passaram. Admiramos a poesia que são nossas histórias em nossas fotografias, nossas peças de roupa que não mais nos servem, nossos vídeos antigos. Nas músicas que tanto falam da gente...

Quando a gente está despreparado é que ela vem e, querendo ou não, se faz presente, se faz dominadora. Querendo ou não, dá saudade, em algum momento, em qualquer lugar; de qualquer pessoa, de qualquer tempo.

A você, amigo, que sente saudade e que admite isso, que não tem medo de dizer que foi bom, que foi maravilhoso e que mereceu ficar guardado na memória, curta a saudade enquanto ela existe.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


EIS O CORDEIRO DE DEUS


Leitura da Primeira Carta de São João. (1Jo 2,29 – 3,6)

Caríssimos: Já que sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. Todo o que comete pecado comete também a iniquidade, porque o pecado é a iniquidade. Vós sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e que nele não há pecado. Todo aquele que peca mostra que não o viu, nem o conheceu.




Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João (Jo 1,29-34)

No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.
E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A Última Hora

O apóstolo João define o tempo presente de modo preciso: "Esta é a última hora" (1 Jo 2,18). Isso significa que, com a vinda de Deus na história, já nos encontramos nos "últimos" tempos, depois do qual o passo final será a segunda e última vinda de Cristo.

É claro, aqui se trata da qualidade do tempo e não da sua quantidade. 

Com, Jesus chegou a "plenitude" dos tempos, plenitude de sentido e plenitude da salvação. E não haverá mais uma nova revelação, mas a plena manifestação do que Jesus já revelou. 

Neste sentido, estamos na "última hora"; cada momento da nossa vida é definitivo e cada uma das nossas ações é repleta de eternidade; de fato, a resposta que damos, hoje, a Deus, que nos ama em Jesus Cristo, incide sobre o nosso futuro.

A visão bíblica e cristã do tempo e da história não é cíclica, mas linear: é um caminho que leva a um cumprimento. Um ano que passa, portanto, não nos leva a uma realidade que acaba, mas a uma realidade que se realiza, é um passo a mais em direção à meta que está diante de nós: uma meta de esperança e de felicidade, porque nos encontraremos com Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria.


Papa Francisco

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VENI CREATOR SPIRITUS 


Concede-se INDULGÊNCIA parcial ao fiel que recitar devotamente o hino Veni Creator (Ó vinde, Espírito Criador). A indulgência será PLENÁRIA no dia PRIMEIRO DE JANEIRO e na solenidade de PENTECOSTES, se o hino se recitar PUBLICAMENTE.

HINO - VENI CREATOR SPIRITUS 
(VINDE, ESPÍRITO CRIADOR)

Vinde, Espírito criador,
visitai as Vossas almas;
enchei com a graça do alto
os corações que criastes.

Sois chamado Consolador (Paráclito),
altíssimo dom de Deus,
fonte viva, fogo, caridade
e unção espiritual.

Vós que sete dons tendes,
o dedo da direita de Deus,
solene promessa do Pai
que as palavras inspirais.

Iluminai os sentidos,
infundi o amor nos corações,
fortalecei os nossos corpos
fortalecei-os [de virtude] para sempre.

Afastai para longe o inimigo,
dai-nos a paz sem demora;
e assim guiados por Vós,
evitaremos todo o mal.

Fazei-nos conhecer o Pai,
e revelai-nos o Filho,
para acreditar sempre em Vós,
Espírito que de ambos procedeis.

Glória seja dada ao Pai,
e ao Filho, que da morte
ressuscitou, e ao [Espírito] Paráclito,
pelos séculos dos séculos.
Amen.

V. Venha o Vosso Espírito, e criai. 
R. E renovai a face da Terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis pela luz do Santo Espírito: dai-nos no mesmo Espírito sabedoria com retidão, e júbilo no Seu consolo. Por Jesus Cristo, Vosso filho,que vive e reina Convosco na Unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amen.