O grande risco do mundo
atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza
individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada
de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se
fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não
entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria
do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
VATICANO, 27 Nov. 13 (ACI) .- Ao concluir a exortação apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco eleva uma especial oração à Virgem Maria na qual lhe pede que todos os cristãos digam "sim" diante da urgência de "fazer ressoar a Boa Notícia de Jesus".
A seguir a oração completa:
Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amen. Aleluia!
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Evangelii Gaudium, uma "bomba atômica" para as velhas estruturas eclesiásticas
Publicada hoje a primeira exortação apostólica do Papa Francisco, sobre o anúncio do evangelho no mundo atual
Por Thácio Lincon Soares de Siqueira
BRASíLIA, 26 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Enquanto o episcopado, o clero, as pessoas consagradas e os fieis leigos esperavam o documento conclusivo da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, celebrado do 7 ao 28 de outubro de 2012, sobre o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, o Papa Francisco mais uma vez nos surpreendeu e, de forma totalmente inesperada, embora bem pensada e refletida, publicou uma Exortação Apostólica com caráter programático para toda a Igreja, a exortação apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do evangelho no mundo atual.
Como o mesmo pontífice escreve “Aqui escolhi propor algumas directrizes que possam encorajar e orientar, em toda a Igreja, uma nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo”. Sendo assim o Papa decidiu deter-se, entre outros temas, nas seguintes questões: a) A reforma da Igreja em saída missionária. b) As tentações dos agentes pastorais. c) A Igreja vista como a totalidade do povo de Deus que evangeliza. d) A homilia e a sua preparação. e) A inclusão social dos pobres. f) A paz e o diálogo social. g) As motivações espirituais para o compromisso missionário.
Se a Igreja conseguir ser melhor, sem dúvida o mundo também o será. O importante, escreve o Papa, é que “Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina.” Em “toda a vida da Igreja deve manifestar-se sempre que a iniciativa é de Deus” e não nossa” e é por isso que “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”.
A primeira exortação apostólica do Papa Francisco está composta por cinco capítulos revolucionários que caem como uma bomba atômica nos diversos setores da Igreja, com “consequências importantes”, reconhece o Papa.
“Não ignoro que hoje os documentos não suscitam o mesmo interesse que noutras épocas, acabando rapidamente esquecidos. Apesar disso sublinho que, aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes”, escreve o Papa.
Contudo, não é uma exortação que pretenda dar uma palavra conclusiva a todos os problemas existentes, porque, como o mesmo pontífice recorda, “acho que não se deva esperar do magistério papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que afetam a Igreja e o mundo. Não é conveniente que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que surgem nos seus territórios. Neste sentido, percebo a necessidade de avançar em uma saudável “descentralização”.
Com esta exortação, de leitura e reflexão obrigatória, tanto a nível pessoal quanto comunitário, Francisco - assim como o poverello de Assis fez há séculos - não somente quer exortar os demais a se converterem, dizendo para cada Igreja particular entrar “em um processo decidido de discernimento, purificação e reforma”. Mas, primeiramente olha para si, “dado que sou chamado a viver aquilo que peço aos outros, devo pensar também numa conversão do papado”, afirma o pontífice, porque “também o papado e as estruturas centrais da Igreja universal necessitam escutar o chamado a uma conversão pastoral”.
Como o mesmo pontífice escreve “Aqui escolhi propor algumas directrizes que possam encorajar e orientar, em toda a Igreja, uma nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo”. Sendo assim o Papa decidiu deter-se, entre outros temas, nas seguintes questões: a) A reforma da Igreja em saída missionária. b) As tentações dos agentes pastorais. c) A Igreja vista como a totalidade do povo de Deus que evangeliza. d) A homilia e a sua preparação. e) A inclusão social dos pobres. f) A paz e o diálogo social. g) As motivações espirituais para o compromisso missionário.
Se a Igreja conseguir ser melhor, sem dúvida o mundo também o será. O importante, escreve o Papa, é que “Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina.” Em “toda a vida da Igreja deve manifestar-se sempre que a iniciativa é de Deus” e não nossa” e é por isso que “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”.
A primeira exortação apostólica do Papa Francisco está composta por cinco capítulos revolucionários que caem como uma bomba atômica nos diversos setores da Igreja, com “consequências importantes”, reconhece o Papa.
“Não ignoro que hoje os documentos não suscitam o mesmo interesse que noutras épocas, acabando rapidamente esquecidos. Apesar disso sublinho que, aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes”, escreve o Papa.
Contudo, não é uma exortação que pretenda dar uma palavra conclusiva a todos os problemas existentes, porque, como o mesmo pontífice recorda, “acho que não se deva esperar do magistério papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que afetam a Igreja e o mundo. Não é conveniente que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que surgem nos seus territórios. Neste sentido, percebo a necessidade de avançar em uma saudável “descentralização”.
Com esta exortação, de leitura e reflexão obrigatória, tanto a nível pessoal quanto comunitário, Francisco - assim como o poverello de Assis fez há séculos - não somente quer exortar os demais a se converterem, dizendo para cada Igreja particular entrar “em um processo decidido de discernimento, purificação e reforma”. Mas, primeiramente olha para si, “dado que sou chamado a viver aquilo que peço aos outros, devo pensar também numa conversão do papado”, afirma o pontífice, porque “também o papado e as estruturas centrais da Igreja universal necessitam escutar o chamado a uma conversão pastoral”.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Papa: o momento é do homem, o tempo é de Deus - Homilia na Casa Santa Marta nesta terça-feira 26/11/2013
“E o cristão é um homem ou uma mulher que sabe como viver no momento e que sabe viver no tempo. O momento é o que temos em mãos agora: mas este não é o tempo, esse passa! Talvez possamos nos sentir senhores do momento, mas o engano é acreditar ser senhores do tempo: o tempo não é nosso, o tempo é de Deus! O momento está nas nossas mãos e também na nossa liberdade de como vivê-lo. E mais ainda: podemos nos tornar os soberanos do momento, mas do tempo há um só soberano, um só Senhor, Jesus Cristo”.
“E para conhecer os verdadeiros sinais, para conhecer o caminho que devo tomar neste momento é necessário o dom do discernimento e a oração para fazê-lo bem. Ao invés, para olhar o tempo, do qual só o Senhor Jesus Cristo é o mestre, nós não podemos ter qualquer virtude humana. A virtude para olhar o tempo deve ser dada, doada pelo Senhor: é a esperança! Oração e discernimento para o momento; esperança para o tempo”.
“O cristão sabe esperar o Senhor em cada momento, mas espera no Senhor no fim dos tempos. Homem e mulher de momento e de tempo: de oração e discernimento, e de esperança. O Senhor nos dê a graça para caminhar com sabedoria, que também é um dom d'Ele: a sabedoria que no momento nos leva a rezar e discernir. E no tempo, que é o mensageiro de Deus, nos faça viver com esperança”.
“E o cristão é um homem ou uma mulher que sabe como viver no momento e que sabe viver no tempo. O momento é o que temos em mãos agora: mas este não é o tempo, esse passa! Talvez possamos nos sentir senhores do momento, mas o engano é acreditar ser senhores do tempo: o tempo não é nosso, o tempo é de Deus! O momento está nas nossas mãos e também na nossa liberdade de como vivê-lo. E mais ainda: podemos nos tornar os soberanos do momento, mas do tempo há um só soberano, um só Senhor, Jesus Cristo”.
“E para conhecer os verdadeiros sinais, para conhecer o caminho que devo tomar neste momento é necessário o dom do discernimento e a oração para fazê-lo bem. Ao invés, para olhar o tempo, do qual só o Senhor Jesus Cristo é o mestre, nós não podemos ter qualquer virtude humana. A virtude para olhar o tempo deve ser dada, doada pelo Senhor: é a esperança! Oração e discernimento para o momento; esperança para o tempo”.
“O cristão sabe esperar o Senhor em cada momento, mas espera no Senhor no fim dos tempos. Homem e mulher de momento e de tempo: de oração e discernimento, e de esperança. O Senhor nos dê a graça para caminhar com sabedoria, que também é um dom d'Ele: a sabedoria que no momento nos leva a rezar e discernir. E no tempo, que é o mensageiro de Deus, nos faça viver com esperança”.
EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DE
PAPA FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO
NO MUNDO ATUAL
Evangelii Gaudium
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/11/26/primeira_exorta%C3%A7%C3%A3o_apost%C3%B3lica_de_papa_francisco;_texto_na_%C3%ADntegra_de_e/bra-750057
do site da Rádio Vaticano
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
A
Realeza da Cruz
Sobre a trave vertical, Pôncio Pilatos mandava inscrever
na cruz do Senhor: “Jesus de Nazaré, Rei dos judeus”. Para o governador romano,
este seria o motivo da condenação do Nazareno, justificação assim uma sentença
injusta, que agradava ao mesmo tempo os fariseus e os romanos. No entanto, ele
mesmo, lavando as mãos, poucas horas antes, havia declarado não encontrar
motivo para a condenação de Jesus a quem perguntara: ”Tu é o rei dos judeus?” Ao
ouvir a resposta, Pilatos retrucara com outra pergunta: “Então, tu és rei?” É
bem verdade que os sumos sacerdotes haviam protestado contra tal inscrição, que
se tornaria celebre e presente em todos os crucifixos ostentados desde então.
Pilatos não volta atrás: “Aquilo que escrevi, está escrito”.
Diante da cruz, não faltaram os que tentaram
ridicularizar, transformando a inscrição em motivo de chacota: “Se és o rei dos
judeus, salva-te a ti mesmo e desce da cruz!”
O Senhor Jesus, que afirmara que o seu reino não é desse
mundo, iria travar, como soberano, a solene e definitiva batalha contra aquela
que é a mais terrível inimiga do homem. Ele não foge da luta: mergulha de
frente transformando a cruz, de símbolo de morte, em sinal de vitória; duelam o
forte e o mais forte, é a vida que enfrenta e vence a morte.
Pela boca do santo centurião Longinus, Pilatos terá
tomado conhecimento de quem era aquele rei suspenso na cruz: “Verdadeiramente
este homem era Filho de Deus!” Mas será o bom ladrão que roubará a cena. Condenado
com Ele, consciente de seus pecados, sussurra como numa prece ao crucificado
inocente: Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”.
Nós cremos que Jesus retornará como Rei da Glória, e o
seu Reino não terá fim. No entanto, desde aquele momento esse Reino já se
encontra no meio de nós. A exemplo do bom ladrão, todos nós, que carregamos
nossas cruzes, esperamos um dia ouvir no fundo do coração as palavras do Rei,
que tem a cruz como trono: Em verdade vos
digo, que hoje mesmo estarás Comigo no meu Reino.
Texto
do folheto da Missa de Cristo Rei em 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Nossos sacerdotes necessitam de compreensão e de apoio, inclusive no âmbito pessoal
As palavras do papa Francisco dirigidas aos Patriarcas das Igrejas orientais católicas e os arcebispos maiores
CIDADE DO VATICANO, 21 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Às 10 horas desta manhã, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano, o Santo Padre Francisco recebeu os patriarcas das Igrejas orientais católicas e os arcebispos maiores.
Publicamos a seguir as palavras que o papa dirigiu aos presentes na reunião:
Beatitudes,
Eu os acolho com alegria e com espírito de fraternidade neste encontro, em que, pela primeira vez, tenho a oportunidade de conversar com os padres e com os líderes das Igrejas orientais católicas. Através dos seus rostos, eu vejo as suas Igrejas, e, antes de todo o mais, gostaria de lhe assegurar a minha proximidade e a minha oração pelo rebanho que o Senhor Jesus confiou a cada um de vocês. Invoco o Espírito Santo para nos sugerir aquilo que, juntos, devemos aprender e pôr em prática para servir com fidelidade ao Senhor, à sua Igreja e a toda a humanidade.
O nosso encontro me dá a oportunidade de renovar a grande estima pelo patrimônio espiritual do Oriente cristão. Recordo o que o amado papa Bento XVI afirma sobre a figura do chefe de uma Igreja na exortação pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente: vocês são, cito, "os guardiões vigilantes da comunhão e os servidores da unidade da Igreja" (nº 40). Esta unidade, que vocês são chamados a realizar nas suas Igrejas, em resposta ao dom do Espírito, encontra a sua expressão natural e plena na ''união inabalável com o Bispo de Roma" (ibid.), enraizada na comunhão eclesiástica, que vocês receberam juntamente com a sua eleição. Estar inseridos na comunhão de todo o Corpo de Cristo nos torna conscientes do dever de reforçar a união e a solidariedade no seio dos vários Sínodos patriarcais, "favorecendo sempre a consulta sobre questões de grande importância para a Igreja em vista de uma ação colegiada e unitária" (ibid.).
Para que o nosso testemunho seja credível, somos chamados a sempre buscar "a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência e a mansidão" (ibid., cf 1Tm 6,11); somos chamados a um estilo de vida sóbrio, à imagem de Cristo, que se despojou para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9); ao zelo incansável e àquela caridade, ao mesmo tempo fraternal e paternal, que os bispos, sacerdotes e fiéis, especialmente os que vivem sozinhos e marginalizados, esperam de nós. Penso, acima de tudo, em nossos sacerdotes que necessitam de compreensão e de apoio, inclusive no âmbito pessoal. Eles têm direito ao nosso bom exemplo nas coisas concernentes a Deus, como em qualquer outra atividade eclesial. Exigem-nos transparência na gestão dos bens e solicitude para com todo tipo de fraqueza e necessidade. Tudo isso na mais convicta aplicação da autêntica práxis sinodal, que é característica das Igrejas do Oriente.
Com a ajuda de Deus e da Sua Mãe Santíssima, sabemos que podemos responder a este apelo. Por favor, orem por mim. E agora, de muito bom grado, fico à escuta do que vocês querem me comunicar e lhes expresso desde agora a minha gratidão.
Publicamos a seguir as palavras que o papa dirigiu aos presentes na reunião:
Beatitudes,
Eu os acolho com alegria e com espírito de fraternidade neste encontro, em que, pela primeira vez, tenho a oportunidade de conversar com os padres e com os líderes das Igrejas orientais católicas. Através dos seus rostos, eu vejo as suas Igrejas, e, antes de todo o mais, gostaria de lhe assegurar a minha proximidade e a minha oração pelo rebanho que o Senhor Jesus confiou a cada um de vocês. Invoco o Espírito Santo para nos sugerir aquilo que, juntos, devemos aprender e pôr em prática para servir com fidelidade ao Senhor, à sua Igreja e a toda a humanidade.
O nosso encontro me dá a oportunidade de renovar a grande estima pelo patrimônio espiritual do Oriente cristão. Recordo o que o amado papa Bento XVI afirma sobre a figura do chefe de uma Igreja na exortação pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente: vocês são, cito, "os guardiões vigilantes da comunhão e os servidores da unidade da Igreja" (nº 40). Esta unidade, que vocês são chamados a realizar nas suas Igrejas, em resposta ao dom do Espírito, encontra a sua expressão natural e plena na ''união inabalável com o Bispo de Roma" (ibid.), enraizada na comunhão eclesiástica, que vocês receberam juntamente com a sua eleição. Estar inseridos na comunhão de todo o Corpo de Cristo nos torna conscientes do dever de reforçar a união e a solidariedade no seio dos vários Sínodos patriarcais, "favorecendo sempre a consulta sobre questões de grande importância para a Igreja em vista de uma ação colegiada e unitária" (ibid.).
Para que o nosso testemunho seja credível, somos chamados a sempre buscar "a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência e a mansidão" (ibid., cf 1Tm 6,11); somos chamados a um estilo de vida sóbrio, à imagem de Cristo, que se despojou para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9); ao zelo incansável e àquela caridade, ao mesmo tempo fraternal e paternal, que os bispos, sacerdotes e fiéis, especialmente os que vivem sozinhos e marginalizados, esperam de nós. Penso, acima de tudo, em nossos sacerdotes que necessitam de compreensão e de apoio, inclusive no âmbito pessoal. Eles têm direito ao nosso bom exemplo nas coisas concernentes a Deus, como em qualquer outra atividade eclesial. Exigem-nos transparência na gestão dos bens e solicitude para com todo tipo de fraqueza e necessidade. Tudo isso na mais convicta aplicação da autêntica práxis sinodal, que é característica das Igrejas do Oriente.
Com a ajuda de Deus e da Sua Mãe Santíssima, sabemos que podemos responder a este apelo. Por favor, orem por mim. E agora, de muito bom grado, fico à escuta do que vocês querem me comunicar e lhes expresso desde agora a minha gratidão.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Porque não se deve bater palmas durante a celebração da Missa…
19 novembro 2013 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica
Razões pelas quais não se deve bater palmas para acompanhar cantos, etc.., na Missa
Porque não se adequa a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas.
Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.
Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.
Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.
+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói
Bispo Auxiliar de Niterói
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Homilia do santo padre: Os idosos são o tesouro da sociedade
Francisco recorda o valor da velhice e nos convida a cuidar dos nossos avós
ROMA, 19 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Um povo que não respeita os seus avós é um povo sem memória e, portanto, sem futuro. Foi em torno desta ideia que o papa Francisco desenrolou a homilia da missa desta manhã na Casa Santa Marta. O papa comentou a passagem bíblica do ancião Lázaro, do livro dos Macabeus, que escolheu o martírio por coerência com a fé em Deus e para dar um testemunho de retidão aos jovens.
O santo padre explicou que "aquele homem não teve dúvidas na hora de escolher entre a apostasia e a fidelidade", descartando "a atitude de fingir, de fingir piedade, de fingir religiosidade...". Em vez de cuidar de si mesmo, ele pensou nos jovens, no legado que o seu ato de valentia deixaria para eles, destacou o papa.
"A coerência desse homem, a coerência da sua fé, mas também a responsabilidade de deixar uma herança nobre, uma herança verdadeira. Nós vivemos numa época em que os idosos não contam. É feio dizer isso, mas eles são descartados mesmo, não são? Porque incomodam. São os idosos que nos trazem a história, que nos trazem a doutrina, que nos trazem a fé e que nos dão a fé como herança. São eles, como o bom vinho envelhecido, que têm aquela força interior capaz de nos dar uma herança nobre".
Francisco recordou neste ponto uma história que ouviu na infância, cuja protagonista era uma família: "papai, mamãe, os filhos", além do avô, que, quando tomava a sopa na mesa, "se lambuzava e sujava o rosto". Incomodado, o pai explicou aos filhos por que o avô se comportava assim e comprou outra mesa para deixá-lo separado. Esse mesmo pai chegou em casa, dias depois, e viu um dos filhos brincando com a mãe. "O que você está fazendo?”, perguntou o pai ao filho. "Uma mesa", respondeu o menino. "E para quê?". "Para você, papai, para quando você for velho como o vovô".
Francisco afirmou que essa história lhe fez muito bem durante a vida toda. "Os avós são um tesouro. Na Carta aos Hebreus, o capítulo 12 nos diz: 'Lembrai-vos daqueles que vos dirigiam, porque eles vos anunciaram a Palavra de Deus: considerai como terminou a sua vida e imitai a sua fé'. A memória dos nossos antepassados nos leva à imitação da fé. A velhice, muitas vezes, é um pouco ‘feia’ mesmo, não é? Por causa das fragilidades e doenças que vêm com ela, mas a sabedoria dos nossos avós é a herança que nós temos que receber. Um povo que não cuida dos avós, um povo que não respeita os avós, não tem futuro, porque não tem memória, perdeu a memória".
Francisco acrescentou ainda que "nos fará bem pensar em tantos idosos e idosas, em tantos que estão nos asilos, e também em tantos outros que... É feia essa palavra, mas vamos dizê-la: que são abandonados pelos seus. Eles são o tesouro da nossa sociedade".
"Vamos rezar pelos nossos avôs, pelas nossas avós, que tantas vezes tiveram um papel heroico na transmissão da fé em tempos de perseguição. Quando o papai e a mamãe não estavam em casa e tinham ideias estranhas, que a política daquele tempo ensinava, foram os avós que transmitiram a fé. Quarto mandamento: é o único que promete alguma coisa em troca. É o mandamento da piedade. Ser piedosos com os nossos antepassados. Peçamos hoje a graça aos velhos santos, Simeão, Ana, Policarpo e Lázaro, a tantos anciãos santos: peçamos a graça de cuidar, de escutar e de venerar os nossos antepassados, os nossos avós".
O santo padre explicou que "aquele homem não teve dúvidas na hora de escolher entre a apostasia e a fidelidade", descartando "a atitude de fingir, de fingir piedade, de fingir religiosidade...". Em vez de cuidar de si mesmo, ele pensou nos jovens, no legado que o seu ato de valentia deixaria para eles, destacou o papa.
"A coerência desse homem, a coerência da sua fé, mas também a responsabilidade de deixar uma herança nobre, uma herança verdadeira. Nós vivemos numa época em que os idosos não contam. É feio dizer isso, mas eles são descartados mesmo, não são? Porque incomodam. São os idosos que nos trazem a história, que nos trazem a doutrina, que nos trazem a fé e que nos dão a fé como herança. São eles, como o bom vinho envelhecido, que têm aquela força interior capaz de nos dar uma herança nobre".
Francisco recordou neste ponto uma história que ouviu na infância, cuja protagonista era uma família: "papai, mamãe, os filhos", além do avô, que, quando tomava a sopa na mesa, "se lambuzava e sujava o rosto". Incomodado, o pai explicou aos filhos por que o avô se comportava assim e comprou outra mesa para deixá-lo separado. Esse mesmo pai chegou em casa, dias depois, e viu um dos filhos brincando com a mãe. "O que você está fazendo?”, perguntou o pai ao filho. "Uma mesa", respondeu o menino. "E para quê?". "Para você, papai, para quando você for velho como o vovô".
Francisco afirmou que essa história lhe fez muito bem durante a vida toda. "Os avós são um tesouro. Na Carta aos Hebreus, o capítulo 12 nos diz: 'Lembrai-vos daqueles que vos dirigiam, porque eles vos anunciaram a Palavra de Deus: considerai como terminou a sua vida e imitai a sua fé'. A memória dos nossos antepassados nos leva à imitação da fé. A velhice, muitas vezes, é um pouco ‘feia’ mesmo, não é? Por causa das fragilidades e doenças que vêm com ela, mas a sabedoria dos nossos avós é a herança que nós temos que receber. Um povo que não cuida dos avós, um povo que não respeita os avós, não tem futuro, porque não tem memória, perdeu a memória".
Francisco acrescentou ainda que "nos fará bem pensar em tantos idosos e idosas, em tantos que estão nos asilos, e também em tantos outros que... É feia essa palavra, mas vamos dizê-la: que são abandonados pelos seus. Eles são o tesouro da nossa sociedade".
"Vamos rezar pelos nossos avôs, pelas nossas avós, que tantas vezes tiveram um papel heroico na transmissão da fé em tempos de perseguição. Quando o papai e a mamãe não estavam em casa e tinham ideias estranhas, que a política daquele tempo ensinava, foram os avós que transmitiram a fé. Quarto mandamento: é o único que promete alguma coisa em troca. É o mandamento da piedade. Ser piedosos com os nossos antepassados. Peçamos hoje a graça aos velhos santos, Simeão, Ana, Policarpo e Lázaro, a tantos anciãos santos: peçamos a graça de cuidar, de escutar e de venerar os nossos antepassados, os nossos avós".
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
SOBRE O ANO DA FÉ
Ao publicar a Carta Apostólica "Porta Fidei" (Porta da Fé) o Papa Bento XVI convocou os cristãos católicos do mundo inteiro para o Ano da Fé dizendo: "Queremos celebrar este ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais conscientes e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que humanidade está a viver" (Porta da Fé, 8)
A abertura do Ano da Fé aconteceu em 11 de outubro de 2012 e o encerramento será em 24 de novembro de 2013. As dua principais razões que inspiram o Ano da Fé são: a celebração dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II e os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica, e o encerramento, dia 24, será no pontificado do Papa Francisco.
Inspirados por esses dois grandes acontecimentos "desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada, refletindo sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada um deve assumir, sobretudo neste Ano" (Porta a Fé, 9)
Em sua Carta Encíclica "Lumem Feidei", sobre a fé, o Papa Francisco afirma: "A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho" (Lumen Fidei,57)
Todos nós fomos convidados a viver intensamente o Ano da Fé em nossas famílias, comunidades e paróquias, participando ativamente das celebrações, dos encontros de formação, e demais atividades programadas.
Vamos agradecer a Deus por todas as graças recebidas ao longo do Ano da Fé e prosseguir no camnho sendo discípulos missionários de Jesus Cristo.
PARA VIVER A FÉ
A fé "é companheira da vida, que permite perceber com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solicita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo" (Porta da Fé, 15)
* Participar das Missas e ou Celebrações da Palavra
* Ler e meditar a Palavra de Deus
* Celebrar a reconciliação (confissão)
* Praticar a caridade
* Estudar o Catecismo da Igreja Católica
* Colocar-se a serviço da comunidade
(Fonte Arquidiocese de Florianópolis/SC)
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Homilia do Papa Francisco no dia de ontem, 05/11/2013
“Entrar na Igreja – reiterou - é fazer comunidade, comunidade da Igreja; entrar na Igreja é participar com tudo o que nós temos de virtudes, das qualidades que o Senhor nos deu, no serviço de uns pelos outros. E ainda: “Entrar na Igreja significa estar disponível àquilo que o Senhor Jesus nos pede”. “Entrar na Igreja é fazer parte deste Povo de Deus, que caminha para a Eternidade”. “Ninguém é protagonista na Igreja – observou - mas temos um protagonista que fez tudo. Deus é o protagonista!”. Todos nós O seguimos e quem não O segue, é alguém que se desculpa” e não vai à festa:
“O Senhor é muito generoso. O Senhor abre todas as portas e também entende aquele que Lhe diz: ‘Não, Senhor, não quero ir contigo!’. Entende e o espera, porque é misericordioso. Mas ao Senhor não agrada aquele homem que diz ‘sim’ e faz ‘não’; que finge agradecer-lhe por tantas coisas bonitas, mas em verdade segue seu próprio caminho; que tem boas maneiras, mas faz a própria vontade e não a do Senhor: estes que sempre se desculpam, que não conhecem a alegria, que não experimentam a alegria do pertencer. Peçamos ao Senhor esta graça: de entender bem quão belo é ser convidado para a festa, quão belo é estar com todos e partilhar com todos as próprias qualidades, quão belo é estar com Ele e que ruim é jogar entre o “sim” e o “não”, de dizer “sim” mas contentar-me somente em fazer parte da lista dos cristãos”.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Como avaliar um orador e pregador
Coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., Doutor e professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo
Por Pe. Antonio Rivero, L.C.
São PAULO, 04 de Novembro de 2013 (Zenit.org) - Se quiséssemos colocar aqui os pontos principais para se avaliar um orador – seja esse político ou religioso -, poderiam ser estes:
1. Relaxamento físico e mental: para livra-se de preocupações, nervosismos, tensões, medo, timidez, insegurança...
2. Concentração física e mental: partir com um intervalo de concentração, como o pianista, para entrar no papel que realizará e no tema que vai expor.
3. Posição física: busto ereto, tronco erguido, cabeça ligeiramente elevada, não encolhida ou para baixo. Apoiar-se bem nos calcanhares, quando se está de pé. Sentar-se com as costas bem apoiadas no encosto da cadeira, como o datilógrafo ou o tenor. Manter todos os músculos relaxados, sem rigidez, mas também sem abandono, e sim com uma certa tensão.
4. Respiração diafragmática: rítmica e profunda. Com a boca, melhor do que com o nariz, para fazê-la mais rápida e sem ruído. Economizar bem o ar, especialmente nas frases cumpridas, para chegar ao final com a energia certa e sonoridade. Fazer bem e aproveitar ao máximo as pausas.
5. Aparência pessoal: olhar comunicativo com o auditório, não voltado para o teto ou o vazio. Estar seguro de si mesmo, sem nervos, tensões ou rigidezes. Evitar movimentar-se muito ou balançar o corpo, os tiques. Buscar a elegância e a naturalidade. O entusiasmo e a sinceridade na expressão do rosto e dos gestos é o que mais convence. Para fazer isso, que os gestos sejam harmoniosos e plásticos, nem muito rápidos e nem muito pomposos.
6. Emissão da voz: da garganta, nariz, peito, cabeça? Conhecê-la e não se lamentar da que se tem ou invejar vozes alheias, mas estudar a própria e educa-la para aproveitá-la ao máximo. Subir ou abaixar o volume de acordo com as exigências dos argumentos e ater-se às dimensões do local, porém sempre dentro dos limites da própria natureza: não força-la. Procurar um tom moderado e natural, nem grave e nem agudo. Evitar a monotonia e tons melosos e paternais, doce demais ou ásperos, ditatoriais, dogmáticos, solenes, “políticos” ou de efeitos. Evitar tons ou regionalismos. Entoação afinada e entoada, de acordo com os cânons da entoação. Ponto de partida “sustentado" e com garra, com tom vibrante e confiante.
7. Memória: Se a fala ou discurso não foi decorado, ao menos memorizar um esquema básico com os seus pontos chaves. Se for pronunciado de cor, fazê-lo perfeitamente, ensaiando-o várias vezes e em voz alta antes da sua apresentação. Fazer de tal forma que o auditório não note que sabemos de cor.
8. Sentimentos: Ter a certeza do que se vai falar para poder senti-lo e declama-lo com calor, sentido, confiança, ressonância, entusiasmo e sinceridade. Sair de si mesmo contra a inibição ou timidez. Variedade de tons e de volume para evitar a monotonia, mas com moderação e discrição: Evite gritar ou teatralizar. Estudar o discurso e os seus sentimentos antes de pronunciá-lo. Conhecer o auditório para trata-lo com doçura, amizade, convicção, energia, conforme o exija a problemática.
9. Ritmo e velocidade: pronúncia nem muito lenta e nem muito precipitada. Conseguir uma dicção repousada e clara e ao mesmo tempo ágil e variada. Vocalizar com cuidado as palavras difíceis, as consoantes duplas e as sílabas finais. Enfatizar as palavras chaves e as ideais principais.
10. Expressão gramatical: correção gramatical e sintática. Precisão e expressividade no vocabulário. Riqueza de léxico, mas tendo em conta o auditório, a situação e o argumento. Evitar o vocabulário pedante, técnico ou erudito. Alguns defeitos de dicção: anacolutos, pleonasmos, cacoetes, “ehhh”, tropeços, regressões, hesitações...
11. Introdução-exórdio: atraente e interessante para aguçar o apetite do auditório e condicioná-lo a escutar o resto do discurso. Pertinente e unido ao resto do discurso. Tocar o problema do auditório para que se sinta aludido, para captar sua atenção. Originalidade, mas sem raridades, vulgaridades ou extravagâncias.
12. Fundo: plano e organização do tema: conhecer, amar o auditório. Fim concreto e presente ao longo de todo o discurso ou homilia. Esquema claro e ordenado dos motivos mais válidos e concretos para esse auditório concreto e para esse fim concreto. Valorização de tais motivos e provas. Previsão e resposta de possíveis objeções. Dar preferência aos argumentos positivos mais do que aos negativos. Não atacar o auditório, mas compreendê-lo e estimulá-lo.
13. Forma: quanto mais sensibilizar os argumentos e razões melhor, aplicando os vários métodos (concreção, visualização, desenvolvimento, dramatização, imagens, anedotas, citações...), de acordo com o efeito que se quiser conseguir. Evitar que a forma asfixie o fundo, bem como fazer literatura e retórica pomposa. Não sobrecarregar com muitos dados, imagens, exemplos, citações ou anedotas. Discrição e seleção no seu uso, para integrá-los harmônica e equilibradamente com o fundo de ideias.
14. Conclusão-peroração: recapitular brevemente todas as idéias. Formulá-las em uma breve frase, como um slogan, para que o auditório tenha claro e lembre facilmente o fim. Acabar sempre com elegância e pé direito, com a maior clareza e beleza, para deixar um bom sabor de boca. Fazê-lo na hora certa.
Quaisquer dúvidas ou sugestões, por favor, comunique-se com padre Antonio Rivero neste e-mail: arivero@legionaries.org
1. Relaxamento físico e mental: para livra-se de preocupações, nervosismos, tensões, medo, timidez, insegurança...
2. Concentração física e mental: partir com um intervalo de concentração, como o pianista, para entrar no papel que realizará e no tema que vai expor.
3. Posição física: busto ereto, tronco erguido, cabeça ligeiramente elevada, não encolhida ou para baixo. Apoiar-se bem nos calcanhares, quando se está de pé. Sentar-se com as costas bem apoiadas no encosto da cadeira, como o datilógrafo ou o tenor. Manter todos os músculos relaxados, sem rigidez, mas também sem abandono, e sim com uma certa tensão.
4. Respiração diafragmática: rítmica e profunda. Com a boca, melhor do que com o nariz, para fazê-la mais rápida e sem ruído. Economizar bem o ar, especialmente nas frases cumpridas, para chegar ao final com a energia certa e sonoridade. Fazer bem e aproveitar ao máximo as pausas.
5. Aparência pessoal: olhar comunicativo com o auditório, não voltado para o teto ou o vazio. Estar seguro de si mesmo, sem nervos, tensões ou rigidezes. Evitar movimentar-se muito ou balançar o corpo, os tiques. Buscar a elegância e a naturalidade. O entusiasmo e a sinceridade na expressão do rosto e dos gestos é o que mais convence. Para fazer isso, que os gestos sejam harmoniosos e plásticos, nem muito rápidos e nem muito pomposos.
6. Emissão da voz: da garganta, nariz, peito, cabeça? Conhecê-la e não se lamentar da que se tem ou invejar vozes alheias, mas estudar a própria e educa-la para aproveitá-la ao máximo. Subir ou abaixar o volume de acordo com as exigências dos argumentos e ater-se às dimensões do local, porém sempre dentro dos limites da própria natureza: não força-la. Procurar um tom moderado e natural, nem grave e nem agudo. Evitar a monotonia e tons melosos e paternais, doce demais ou ásperos, ditatoriais, dogmáticos, solenes, “políticos” ou de efeitos. Evitar tons ou regionalismos. Entoação afinada e entoada, de acordo com os cânons da entoação. Ponto de partida “sustentado" e com garra, com tom vibrante e confiante.
7. Memória: Se a fala ou discurso não foi decorado, ao menos memorizar um esquema básico com os seus pontos chaves. Se for pronunciado de cor, fazê-lo perfeitamente, ensaiando-o várias vezes e em voz alta antes da sua apresentação. Fazer de tal forma que o auditório não note que sabemos de cor.
8. Sentimentos: Ter a certeza do que se vai falar para poder senti-lo e declama-lo com calor, sentido, confiança, ressonância, entusiasmo e sinceridade. Sair de si mesmo contra a inibição ou timidez. Variedade de tons e de volume para evitar a monotonia, mas com moderação e discrição: Evite gritar ou teatralizar. Estudar o discurso e os seus sentimentos antes de pronunciá-lo. Conhecer o auditório para trata-lo com doçura, amizade, convicção, energia, conforme o exija a problemática.
9. Ritmo e velocidade: pronúncia nem muito lenta e nem muito precipitada. Conseguir uma dicção repousada e clara e ao mesmo tempo ágil e variada. Vocalizar com cuidado as palavras difíceis, as consoantes duplas e as sílabas finais. Enfatizar as palavras chaves e as ideais principais.
10. Expressão gramatical: correção gramatical e sintática. Precisão e expressividade no vocabulário. Riqueza de léxico, mas tendo em conta o auditório, a situação e o argumento. Evitar o vocabulário pedante, técnico ou erudito. Alguns defeitos de dicção: anacolutos, pleonasmos, cacoetes, “ehhh”, tropeços, regressões, hesitações...
11. Introdução-exórdio: atraente e interessante para aguçar o apetite do auditório e condicioná-lo a escutar o resto do discurso. Pertinente e unido ao resto do discurso. Tocar o problema do auditório para que se sinta aludido, para captar sua atenção. Originalidade, mas sem raridades, vulgaridades ou extravagâncias.
12. Fundo: plano e organização do tema: conhecer, amar o auditório. Fim concreto e presente ao longo de todo o discurso ou homilia. Esquema claro e ordenado dos motivos mais válidos e concretos para esse auditório concreto e para esse fim concreto. Valorização de tais motivos e provas. Previsão e resposta de possíveis objeções. Dar preferência aos argumentos positivos mais do que aos negativos. Não atacar o auditório, mas compreendê-lo e estimulá-lo.
13. Forma: quanto mais sensibilizar os argumentos e razões melhor, aplicando os vários métodos (concreção, visualização, desenvolvimento, dramatização, imagens, anedotas, citações...), de acordo com o efeito que se quiser conseguir. Evitar que a forma asfixie o fundo, bem como fazer literatura e retórica pomposa. Não sobrecarregar com muitos dados, imagens, exemplos, citações ou anedotas. Discrição e seleção no seu uso, para integrá-los harmônica e equilibradamente com o fundo de ideias.
14. Conclusão-peroração: recapitular brevemente todas as idéias. Formulá-las em uma breve frase, como um slogan, para que o auditório tenha claro e lembre facilmente o fim. Acabar sempre com elegância e pé direito, com a maior clareza e beleza, para deixar um bom sabor de boca. Fazê-lo na hora certa.
Quaisquer dúvidas ou sugestões, por favor, comunique-se com padre Antonio Rivero neste e-mail: arivero@legionaries.org
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
São Carlos Borromeo
Ela era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margarete de Medici , irmã do Papa Pio IV (1559-1656). O castelo de sua família era chamado de Arona e era localizado junto ao lago Maggiore ,na Itália. Com a idade de 12 anos foi enviado ao monastério Beneditino de Arona para sua educação. Ele estudou em Paris e Milão recebendo doutorado em lei civil e canônica em 1559. No ano seguinte foi nomeado Secretario de Estado pelo Papa Pio IV e mais tarde indicado como administrador de Milão. Ele teve um papel importantíssimo na Reforma Católica. Ele serviu como diplomata e se empenhou para que o papa a re convocasse o Concílio de Trent que tinha sido suspenso em 1552. Ele desempenhou um grande papel neste Concílio escrevendo decretos e tomando ativamente nas deliberações.
Se pai morreu naquela época e Carlos recusou-se a receber o titulo de conde que seria dele. Ele foi ordenado sacerdote em 1563 e logo após Bispo de Milão. Ele não usou o título até que o novo catecismo, breviário e missal que ele havia escrito fosse aprovado pelo Concilio de Trent. Foi para Milão em 1566 e reformou a Diocese em toda a sua capacidade e adicionou o Colégio Inglês em Douai, França e convocou seis Concílios provinciais e seis Sínodos diocesanos. Em 1578 ele fundou a Ordem dos Oblatas de Santo Abrosio que hoje são chamados de Oblatas de São Carlos.
Em 1559 São Carlos foi ferido por um assassino de nome Jerome Donati Farima, um dos maiores inimigos das rigorosas reformas que Carlos implantou. No ano seguinte uma severa seca e fome e assolou a região e ele conseguiu com a ajuda de amigos em Milão alimentar 3.000 homens, mulheres e crianças por três meses. Em 1576 a praga assolou Milão e ele foi para a rua e pessoalmente cuidava das vitimas (os membros do governo oficial fugiram da cidade). Por quase um ano Carlos cuidou dos doentes e teve uma visão que a praga iria terminar, como realmente terminou.
Em 1580 ele ajudou os padres ingleses a votar as ilhas britânicas e em 1583 serviu com Núncio Apostólico na Suíça. Ele morreu na noite de 3 para 4 de novembro de 1584 em Milão. Foi canonizado em 1610.
Ele é patrono dos Borromeos, uma Congregação de enfermeiros/ras na Dioceses de Lugano e Basel e ainda da Sociedade Borromeo, de várias livrarias públicas, seminários, escolas , e é o patrono oficial da Universidade de Salzburg.
Ele é invocado contra as pragas. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como um cardeal.
sábado, 2 de novembro de 2013
"A morte não é nada.
Apenas passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu,
Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um tom triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa,
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou,
continua sendo o que era.
O cordão da união não se quebrou.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos.
Apenas porque estou fora de tua vista?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem...
Redescobrirás meu coração.
E nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca tuas lágrimas e,
Se me amas,
Não chores mais"
(Sto. Agostinho)
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Papa convoca Consistório para a criação de novos cardeais
Dias antes do Consistório, o Papa se reunirá com o Colégio dos Cardeais e convocará uma terceira reunião do Conselho dos oito Cardeais
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 31 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Papa Francisco convocou para 22 de fevereiro de 2014, Festa da Cátedra de São Pedro, um consistório para a criação de novos cardeais. O anúncio foi feito pelo próprio Papa na reunião do "Conselho dos Cardeais” que teve lugar entre 1 e 3 de outubro e na sucessiva reunião do Conselho do Sínodo, em 7 e 8 de Outubro.
Ao confirmar a notícia, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi disse hoje que: "Papa Francisco resolveu informar a tempo sua decisão de convocar um consistório em fevereiro, a fim de facilitar a programação de outras reuniões que deverão participar cardeais de diferentes partes do mundo”.
“É possível prever - disse o porta-voz do Vaticano - que o Papa pretende preceder ao Consistório, como em outras ocasiões fizeram seus antecessores, uma reunião do Colégio Cardinalício". Antes desta reunião, agendada para 17-18 fevereiro, será realizada a terceira reunião do "Conselho dos Cardeais", enquanto após o Consistório (24) terá lugar a reunião do Conselho do Sínodo. "Também a próxima reunião do Conselho dos Cardeais – informou Lombardi – por problemas econômicos e organizacionais da Santa Sé, será prevista no calendário, como em outros anos, no mês de fevereiro, provavelmente na semana precedente”.
Ao confirmar a notícia, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi disse hoje que: "Papa Francisco resolveu informar a tempo sua decisão de convocar um consistório em fevereiro, a fim de facilitar a programação de outras reuniões que deverão participar cardeais de diferentes partes do mundo”.
“É possível prever - disse o porta-voz do Vaticano - que o Papa pretende preceder ao Consistório, como em outras ocasiões fizeram seus antecessores, uma reunião do Colégio Cardinalício". Antes desta reunião, agendada para 17-18 fevereiro, será realizada a terceira reunião do "Conselho dos Cardeais", enquanto após o Consistório (24) terá lugar a reunião do Conselho do Sínodo. "Também a próxima reunião do Conselho dos Cardeais – informou Lombardi – por problemas econômicos e organizacionais da Santa Sé, será prevista no calendário, como em outros anos, no mês de fevereiro, provavelmente na semana precedente”.
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