quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Todos os Santos



A Solenidade de TODOS OS SANTOS é a festa da Vida e celebra a plenitude da Vida cristã e a Santidade de Deus manifestada em seus filhos, os santos da Igreja

Celebramos, como uma antecipação e em comunhão com a liturgia celeste, a vitória daqueles irmãos nossos que superaram "a grande tribulação", e estão marcados com o selo do Deus vivo.
Recordamos aqueles que vivem para sempre diante de Deus, entre os quais, se encontram nossos entes queridos que já faleceram.
Nossa fé é culto à Vida, porque o nosso Deus é um Deus dos vivos e pelo Espírito nos dá a Vida em Cristo Jesus ressuscitado dentre os mortos.
Por isso a festa de hoje é um convite total à alegria esperançosa,
que nasce das profundezas da Vida, da aspiração da felicidade sem ocaso.

A Fonte da santidade cristã é Deus:  
A santidade tem seu início, seu crescimento e consumação na graça de Deus, no amor gratuito do Senhor, que derrama seu Espírito
em nossos corações para que possamos chamá-lo "Pai", pois nos faz seus filhos em seu Filho Jesus Cristo (LG 14,2).
Portanto, a santidade não é mero produto de nosso esforço somente, nem tão pouco resultado automático da graça, mas efeito da ação de Deus.

A santidade tem duas dimensões:
A Santidade não é fruto do esforço humano, que procura alcançar Deus com suas forças.
É ação de Deus em nós pelo dom do Espírito Santo e resposta do cristão a esse dom e presença de Deus.
A Santidade cristã manifesta-se como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece,
especialmente com os Sacramentos.

A Morada dos Santos será o CÉU,
que não é um lugar, mas um estado de felicidade na presença e companhia de Deus, dos anjos e dos santos.
Em que consiste, supera a nossa imaginação e entendimento:
"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem o homem pode imaginar o que Deus preparou para aqueles que o ama" (1 Cor2,9).
"Agora vemos como num espelho, mas depois veremos face a face" (13,12).
E a ETERNIDADE não um "eterno descanso", mas vida ativa e intensa com Deus.

Quem é santo?
SANTO significa que não tem nada de imperfeito, de fraco, de precário.
Neste sentido, só Deus é santo. No entanto, por graça de Deus,
participamos da sua Santidade e nos unimos a todos os irmãos.
Essa doutrina era tão viva nos primeiros séculos, que os membros da Igreja não hesitavam em chamar-se: "Santos" e a própria Igreja era chamada de "Comunhão dos Santos".

O que é a Comunhão dos Santos?
- "Essa expressão indica em primeiro lugar a comum participação
  de todos os membros da Igreja nas COISAS SANTAS:
  a fé, os Sacramentos, os Carismas e outros dons espirituais". (CCIC 194)
- "Designa também a comunhão entre as PESSOAS SANTASou seja, entre as que pela graça estão unidas a Cristo morto e ressuscitado. 
  Alguns são peregrinos na terra; outros, tendo deixado essa vida,
  estão se purificando ajudados também pelas nossas orações;
  outros enfim já gozam da glória de Deus e intercedem por nós.
  Todos juntos formamos em Cristo uma só família, a Igreja, para a glória da Trindade." (CCIC 195)

Quem são os santos?
- Não são apenas aqueles que estão nos altares, declarados santos pela Igreja.
  Não são apenas pessoas privilegiadas do passado, que já nasceram santas...
- São todas aquelas pessoas que vivem unidas a Deus, construindo o bem.
  São pessoas normais, que no passado e no presente dão testemunho de fidelidade a Cristo. 

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 03.11.2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013


Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça
1º de novembro: solenidade de todos os santos
Por Luis Javier Moxo Soto
ROMA, 29 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - O título desta catequese vem do evangelho da próxima sexta-feira, 1º de novembro, solenidade de todos os santos. As leituras do 30º domingo do tempo comum, com que abrimos a semana, fazem menção à justiça.
Deus não é apenas justo: é a própria justiça, porque dá a todo ser o que a sua natureza exige, como explica São Tomás de Aquino. Sendo não somente justo, mas também misericordioso, a sua misericórdia se manifesta no gesto de dar a cada ser mais do que a sua natureza exige e recompensar os justos acima dos seus méritos, além de castigar os maus com pena inferior à que merecem.
O número 1807 do Catecismo da Igreja Católica nos diz que a justiça é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. Vemos todos os dias que a nossa justiça dista muito de se parecer com a de Deus, que não desdenha a súplica do órfão nem a da viúva que se desafoga em seu lamento (Ecl 35, 14-15). Sabemos de Deus, por boca do rei Davi, que, embora o justo sofra muitos males, ele é livrado de todos pelo Senhor; o Senhor cuida de todos os seus ossos e nem sequer um único se romperá. A maldade dá morte ao malvado e os que odeiam o justo serão castigados (cf. Sal 33, 20-22).
O evangelho de domingo passado nos falava de um juiz injusto que nem temia a Deus nem se importava com os homens (Lc 18, 2). Nosso Senhor apresenta a parábola do fariseu e do publicano a alguns que confiavam em si mesmos por se considerarem justos e desprezavam os outros (Lc 18, 9-14). Em nossa experiência diária, tender a nos justificar com mentiras e desculpas falsas é próprio da mentalidade comum. Reconhecer em nós a responsabilidade, por ação ou por omissão, é a última coisa em que costuma pensar a média dos mortais. O uso da força e a realização da justiça com as próprias mãos, bem como o uso de instrumentos de morte, é próprio desta cultura que não procura a paz, mas a primazia do poder e da razão nos conflitos familiares ou internacionais.
Podemos nos perguntar: o que estou fazendo, eu, na minha vida, pelo triunfo da verdade que leva à justiça e da qual pode surgir a paz? O caminho que leva à verdadeira paz é o de sermos educados e educar os nossos jovens na exigência de justiça e de bondade, que está inscrita no coração de todos nós. Trata-se de uma estima verdadeira pelo homem, numa justiça real, amadurecendo a nossa vocação cristã. Se renunciarmos a essa tarefa urgente, ficaremos presos, como os outros, no ódio pelo inimigo, na violência que gera mais violência.
Somos chamados a exercer a caridade de verdade, amando os inimigos e rogando pelos que nos perseguem, aguardando com amor a manifestação do Senhor, para que ele, juiz justo, nos dê a coroa da justiça (2 Tim 4,8). Por isso é importante saber que é claro que no âmbito da lei ninguém é justificado, pois o justo só viverá pela fé (Gal 3, 11). Saibamos que seremos julgados tal como julgarmos e que a medida que usarmos será usada para nos medir (Cf. Mt 7, 2). Por isso, quem se acha seguro deve cuidar-se para não cair (I Cor 10, 12).
Jesus Cristo é a verdadeira resposta e a imagem ideal da exigência humana de justiça. É o Justo, a vítima de propiciação pelos nossos pecados; não só pelos nossos, mas pelos do mundo inteiro (1 Jo 2,1-2). O mesmo que afirmou “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados” (Mt 5, 6) também disse “Não vim chamar os justos, mas os pecadores, para que se convertam” (Lc 5, 32).
Ao final da Audiência Geral, Papa Francisco fez um apelo pela paz no Iraque.

"Ao final desta Audiência saudarei uma delegação do Iraque, com representantes de diversos grupos religiosos que constituem a riqueza do País, acompanhada do Cardeal Tauran, Presidente do Pontíficio Conselho para o Diálogo Interreligioso. Convido a todos a rezar pela nação iraquiana que, infelizmente, todos os dias sofre trágicos episódios de violência, para que o Iraque encontre a estrada da reconciliação, da paz, da unidade e da estabilidade".

Papa Francisco
Audiência Geral 
30.10.13